Pauta que pariu

28.September.2008

Top Five Google Search (antes, um senhor nariz de cera que sirva de justificativa para uma atualização tão original)

Então que o Google fez dez anos. Quando que o cara que lá atrás usava o Yahoo!, o Alta Vista e o Cadê? para buscas (ah, a diferença entre indexadores e agregadores de conteúdo…) ia imaginar que surgiria uma nova ferramenta que faria uns 80 dementes por semana te acharem na internet, mesmo que eles não tenham o menor interesse no que tu escreve. Puro paraquedismo. Salve o padre baloeiro. Mas peor: eles virarem o motivo de tu continuar a escrever, não deletar a bagaça.

Pois é, o Google não precisa de homenagens. Já basta ele ter o controle de minhas mensagens, documentos, agenda de compromissos, perfil de amigos, comunidades de interesse, fotos e eu sei lá mais o que.

Vamos homenagear, isso sim, de modo inédito (como nunca foi feito por ninguém), a fina flor da inclusão digital, os paraquedistas do Google, aqueles que dão a argamassa do alicerce que a megacorporação necessita para suas novas invenções cromadas ou celuláricas.

Enfim, algumas buscas que aqui resultaram:

1) Comendo a veia - É o que mais tem por aqui nos últimos tempos. Sei que são tarados por antigüidade os responsáveis, mas fico na esperança que pelo menos um seja algum desatento na escrita. Alguém interessado numa bela imagem de uma véia comendo aveia.

2) Clara como a luz da luz - É. Só a luz.

3) Na minha casa ninguém pica milho - E por acaso na minha pica?

4) Acompanhantes de Cachoeirinha - Também é um termo de busca recorrente por aqui. Mas, caramba, deve ter uma Farrapos por lá. Tá achando que o Google vai te salvar nessa? Eu não sei, não conheço a cidade direito. Uma vez eu atravessei a cidade para chegar numa estrada para Taquara-Cambará e só o que reparei é que a grande avenida da cidade é entupida de sinaleiras bem demoradas e sem nenhuma sincronia. Deve ter um jeito mais inteligente de reter turistas na cidade. Quem sabe acompanhantes?

5) Emília Fernandes é suplente do deputado federal… - Eu sei. Mas não vou dizer.

Bonnus track. É que tem coisas que nem sei o que falar. Escrever, que seja. Pensar:
- Maxado de Acis
- eu quero faze a cor marrom como que faz
- o nome do meu finho e wescley quero o sobrenome
- marisa schneider[esta sou eu filha da edi

11.July.2008

If there’s a letter in your bag for me

Enquanto aguardo as cartas que o carteiro não me traz, espero. Sentado. Na frente do computador. Enquanto trabalho.

Mas estava lendo as minhas correspondências eletrônicas quando leio a seguinte mensagem de um desconhecido:

Paulo Braga to me

show details 12:07 PM (6 hours ago)

É verdade ou não que ninguém da sua cidade é negro, mulato, índio, descendente de índios, descendente de portugueses ou descendente de orientais e nenhum deles tem sobrenomes “brasileiros”, como Alencar, Arruda, Barreto, Braga, Cavalcante, Coelho, Dantas, Diniz, Espíndola, Espinosa, França, Freire, Góes, Guedes, Holanda, Honorato, Império, Jordão, Junqueira, Lacerda, Lins, Linhares, Mendonça, Mesquita, Neves, Nobre, Oliveira, Ortiz, Peixoto, Pinto, Quadros, Queiroz, Ramalho, Ruiz, Sampaio, Santana, Telles, Toledo, Uchôa, Veiga, Vidal, Xavier, etc., uma vez que todos os gaúchos são descendentes ou de alemães ou de italianos ou de suíços ou de austríacos ou de eslavos e se auto-intitulam os europeus brasileiros, junto com os paranaenses e os catarinenses?

Paulo R. Braga, São Bernardo Do Campo/SP

E aí, é verdade ou não? Responda para paulo_braga3@hotmail.com.

E num intervalo de horas, eis que chega uma penca de cartas para o meu escritório. Sintomas da greve dos carteiros. Para mim, só uma carta.

Dois selos comemorativos dos 100 anos do Grêmio. Remetente lá de Maratá. De nome não o identifico. Mas me vem na cabeça o djingle ao som de bandeenha “Olê, olê, olê, olá! Oktoberfest! Em Maratá!” que passava nos intervalos de TV de outubros de vários anos atrás. A carta:

Eu Wellington de (Um Certo Sobrenome) e a minha professora Cristine e a Liane do Turismo e a tia Carine que é a minha merendera fomos a masega. Conhecemos. A igreja a casa do meu amigo Mateus a cachorrinha do Mateus é a maior fofura depois nós fomos a outra casa do meu outro amigo Ismael a mãe dele fez rizolis bolo comemos a merenda da escola ocupacional e diz litroés de Peps conhecemos a casa dele e depois fomos imbora tihau um abraço.

Maraviha né? Junto veio um folder turístico de Maratá e uma carta timbrada da prefeitura de lá. E nela o seguinte:

Prezado(a) leitor(a),
Você está recebendo a carta de um aluno da Escola Ocupacional de Maratá, município de Maratá - RS. Os 24 alunos, de 1a à 4a séries do Ensino Fundamental, atendidos no contratumo escolar, estão envolvidos com o Projeto “Conhecendo e Divulgando Maratá”.
O Projeto elaborado pelas secretarias municipais de Turismo e de Educação tem por objetivo proporcionar ao aluno a oportunidade de conhecer o seu municipio fora da sala de aula. A turma está realizando passeios aos pontos turísticos, acompanhados da professora Cristine Pittelkow e da guia de turismo Liani Büttenbender, para conhecer as peculiaridades do município, identificando seus traços sociais, econômicos, culturais e ambientais.
Após o passeio, os alunos são estimulados a elaborar uma carta escrevendo ou desenhando sobre a visita e convidando alguém para conhecer o município. As cartas são enviadas para pessoas desconhecidas, sendo que são usados endereços de guias telefônicos, com o intuito de despertá-las para conhecer a nossa cidade.
Destacamos que os textos foram escritos pelas crianças ainda em fase de alfabetização e podem eventualmente conter erros de escrita. Gostaríamos de contar com sua compreensão neste sentido, pois preferimos enviar os textos originais.
Se você e sua família se interessarem em conhecer a cidade de Maratá, entre no site www. maratars. com. br, ou entre em contato com a Secretaria Municipal de Turismo pelos fones (51) 3614-4141 ou 9699-7175. Ficaremos muito felizes em recebê-los e proporcionar o encontro com o aluno que lhe enviou esta carta. Você poderá também entrar em contato com o aluno que escreveu esta carta e sua professora enviando uma carta pelo Correio ou enviando e-mail para ocupacional @ maratars . com . br.

Katherine Lemer Bilhar Kollihg
Secretária de Turismo de Maratá - RS

Sírio José Nonnemacher
Secretário de Educação de Maratá - RS

Não sei se um dia irei a Maratá, mas sei lá, vou escrever pro guri. Uma vez minha turma de colégio escreveu para a Nasa e meses depois veio uma carta cheia de folders com fotos de espaçonaves. Tenho que ver o que posso mandar pro guri.

13.September.2006


Abri uma loja específica para empilhar vídeos que acrescentam.

3.February.2006

Nabo com espírito de luta

Preciso de motivos para dizer porque leio o Popular do Terra:

Nabo gigante entre a vida e a morte comove Japão

Nabo seco

Dúvidas a respeito do estado de saúde de um nabo gigante estão causando comoção no Japão e ganhando espaço nobre nos noticiários do país. O espécime do tipo daikon, um ingrediente muito utilizado na cozinha japonesa, foi levado à unidade de terapia intensiva de um centro de pesquisas agrícolas depois que um sujeito cortou um pedaço da parte superior do vegetal.

O ’supernabo’ conquistou a admiração do público quando começou a crescer numa calçada da cidade de Aoi, no ano passado. Mas ele foi atacado também no ano passado por um desconhecido. A administração regional local vem tentando, desde então, fazer com que o rabanete cresça a partir de sua parte de cima, que foi amputada pelo autor do ataque.

Agora há uma expectativa de que seja possível extrair as sementes ou o DNA do nabo gigante. As folhas murchas do vegetal foram cuidadosamente colocadas em uma caixa frigorífica e acompanhadas por um grupo de repórteres e cinegrafistas em seu trajeto rumo a um centro de pesquisa agrícola.

Mais tarde, noticiários da TV mostraram cientistas com aventais brancos anunciando com seriedade prognósticos para as condições do vegetal.

Este drama incomum teve início na metade do ano passado, quando moradores de Aoi notaram que um nabo japonês tentava crescer em meio ao revestimento de uma calçada.

Impressionados pela sua perseverança, eles batizaram o vegetal de Dokonjo Daikon, ou nabo com espírito de luta. Imagine sua surpresa quando, numa manhã, viram que ele havia sido decapitado. A notícia provocou reações de comoção em várias partes do Japão e o autor da ação devolveu a parte do topo do nabo que havia cortado fora.

É desse segmento que se tenta agora reviver ao vegetal. Até um website foi criado em homenagem a Dokonjo Daikon. O público japonês costuma se emocionar com casos de animais feridos ou doentes. Mas analistas estão intrigados com a onda de afeição sentida por um mero vegetal.

BBC Brasil

Mas não é só os japoneses que prestam homenagens a nabos. Brasileiros também. O grupo musical Skindim gravou uma música chamada “Nabo Seco”, que traz em seus ricos versos toda a poesia do “Toco crú pegando fogo”:

Nabo Seco (Skindim)

Nabo seco é que bom, nado seco é que bom
Se o nabo estiver molhado menina não quer nabo seco não
Se o nabo estiver molhado menina não quer nabo seco não (I Parte)

tu tocou fogo na mata, toco cru pegando fogo (Bis)
Nabo seco é que bom
Se o nabo estiver molhado menina não quer nabo seco não
Se o nabo estiver molhado menina não quer nabo seco não

Na minha casa minguém racha lenha, na sua racha, na sua racha
Na minha casa ninguém pica milho, na sua pica, na sua pica
Na minha casa ninguém rola bola, na sua rola, na sua rola ( II Parte)
Na minha lagoa peixe não abunda, na sua abunda, na sua abunda

Yo quiero una Cueca-Cuela para llamar de mi bolivariana

Não bastasse o Jack Bauer cutucar a China com vara curta, um repórter da rede Univisión, a mais popular rede de TV em língua espanhola dos EUA, foi até a Bolívia entrevistar o presidente Evo Morales para saber como é essa história de defender o plantio, a industrialização e a comercialização de coca (não para a droga, como costuma sublinhar).

Evo

Morales tinha iniciado o papo saudando Cuba “um país democrático” Fidel “líder da democracia no mundo”. Mas daí o nuerte-americano veio com a conversa sobre as relações de Morales com o narcotráfico e o líder bolivariano acabou com a conversa na hora. Isso tudo dá para assistir aqui.

Pequenos Blogs, Grandes Negócios III

Me bateu uma culpa com essas reportagens durante o feriado e agora editei a matéria da Mundo Corporativo, a revista da Deloitte. A matéria completa e todas as outras com temas corporativos estão lá no site da empresa. Baixa lá.

Mundo Corporativo 11 - Deloitte

Mas parece que a Exame também andou pensando melhor e liberou o acesso público para a matéria dos blogs. Melhor assim. Ganha todo mundo.

30.January.2006

Pequenos Blogs, Grandes Negócios

Duas reportagens nesse início de ano falando sobre blogs corporativos e como as empresas estão vendo esse negócio dos seus consumidores ganharem uma voz de alcance em todo o mundo. Camila Guimarães escreve na última Exame e Françoise Terzian escreve na Mundo Corporativo da Deloitte. A revista da empresa de auditoria e consultoria logo deve publicar uma versão pdf da edição em seu site. Assim que isso ocorrer, republico aqui uma versão de texto. Já a Exame só é disponível online para assinantes ou para quem compra na banca e tem acesso a um código publicado sumário. Mas como o assunto das reportagens é blogs acho que não tem problema em reproduzir num blog. De mais a mais, o texto da Exame está circulando na íntegra via e-mails.

Ao que parece, blogs temáticos como o Do Lar são oportunidades de muito boas pelo que entendi de ganhar dinheiro com banners da Dellano ou Todeschini, de ganhar mil e um acessórios da Walita (ainda existe?) ou condimentos da Nestlé em troca de posts-merchandisings.

E nessa onda de blogs a RBS dá vida a uma série deles, como o infame “Bloger Lerina“.

Enfim, a reportagem:

Os blogs vão mudar seus negócios
27.01.2006 - REVISTA EXAME
A pedido do editor da revista, sr. jorn. Sérgio Teixeira Jr, retirei daqui do blog o texto sobre blogs.

9.January.2006

Boninhu, me add!!!

Primeiro, um mini-case de como se inicia um processo de destruição de imagem de uma pessoa: eu a navegar pelo ClicRBS quando leio que uma gaúcha participará do BBB 6. Por pura curiosidade, tasco o nome da moça no Google e uns dos primeiros resultados vem naquele resumo do texto da página ao lado da palavra acompanhante. Comento isso no escritório e adiciono que a moça também posou para o Colírio. Um do lado então sentencia: “Se posou no Colírio é acompanhante mesmo!”. Ao meu outro lado, outra colega de escritório deve ter comentado isso na sua lista de amigos por email. E logo os editores das mega-corporações de notícias estão no meu encalço atrás do link do site de acompanhantes em que a candidata ao BBB faz ponto. Esta última frase também é um exemplo de como com um pouco de exagero se constrói um boato.


O fato é que em tempos de Googles e Orkuts fica fácil averiguar essas coisas. E pelo modesto perfil da moça só dá para afirmar que ela é de fato uma promoter adoradora de rave e sushi e que estudou no Farroupilha. Diz-se por aí também que é estudante de Comércio Exterior radicada em São Paulo e que é aspirante de ensaio da Playboy. E lá na Playboy já tem status de coelha.*

E como o Orkut permite muita especulação antes que inicie o programa na TV, já andam dizendo que um cara que foi desconvidado do reality show porque tinha uma foto com uma suástica tatuada no braço.

Ou seja, daqui a pouco o BBB não fará mais sentido. Sobre as outras meninas, segue algumas palavras para serem lidas com a entonação do Sérgio Do Erre:

Mariana Felício, 20 anos, é natural de de Botucatu (SP) e tem São Manuel no coração. Largou a família pobre de marré-deci do interior cedo e para ser modelo e fazer mais sucesso China do que carne de cachorro. Na volta da Ásia trouxe na bagagem o sonho em ser repórter do Luciano Huck.


Thaís Macedo, 27 anos, na infância estudou no Nazaré e hoje é psicóloga de um hospital municipal de Belém (PA). Assim como Jesus, ela nasceu lá. Nasceu para brilhar e ser a estrela de Belém. Concorreu no concurso Rainha das Rainhas (”quem nunca quis ser uma?”) com a fantasia “Thami, o Encanto Prometido”, que representava uma dançarina que usava seus dons para acabar com as guerras e semear a paz no oriente, e conquistou o 7º lugar do certame. Mas em 2005 renasceu e foi eleita a mais sexy de Belém por um dos jornais de lá. Sua frase favorita é “Pode vir forte que eu sou do Norte”! Sua torcida une João Salame e Jader Barbalho. Incenso, mirra e ouro é pouco, ela quer um milhão e espalhar o calipso pelo mundo.


Roberta Brasil, 22 anos, já tinha fotolog e tem site feito para acompanhar o BBB. Ficamos então com o texto do site: “Cearence de 22 anos, Roberta Brasil concegiu entrar na mansão do Big Brother Brasil 6, e já se destaca como uma das mais populares, além de ser Bailarina, Roberta trabalha como modelo e atriz. Com uma carreira a ser formada, Roberta espera fazer diferente, e mostrar que o Ceará tem mulher bonita, inteligente e simpática.” E fechando a turma, Inês Gomes, 21 anos, carioca. Faz fisioterapia no IMBR. Tem fotolog também.

Fica de fora só a tal de Lea, motoboy-mulher, que especulam ser a barraqueira que irá atormentar as outras.

* Como se não bastasse sumir com umbigos de modelos, a Playboy adora matricular as suas modelos em faculdades que elas não passaram nem na porta. Clique aqui para perguntar de onde a Playboy tirou que a guria estuda jornalismo.

30.December.2005

Sérgio Chapelin

2005 em 40 fotos da Reuters.

19.November.2005

Vai lá

Filed under: Nossa cor marrom

Trocadilhos para dizer que Marcelo Firpo e seu Entre Cátaros Cucarachas é um barato, desde que aquela chuva-ruim molhou Porto Alegre deveras.

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